Alunos da FMU entrevistam Coronel Camilo sobre Programa Vizinhança Solidária

 

Alunos do Curso de Jornalismo do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, a FMU,  entrevistaram, em 5/4, o Deputado Estadual Coronel Camilo sobre o Programa Vizinhança Solidária.  Nathan Viera e Mariana Rotelli estão no 6º semestre e vieram saber, para um trabalho extra classe, como funciona a medida que faz moradores atuarem na prevenção de crimes ao lado da Polícia Militar. Os jovens também questionaram os resultados obtidos com a ação e se houve, de fato, redução de delitos.

 

Sucesso em todo Estado, o Vizinhança Solidária surgiu em 2009, no Itaim-Bibi, na zona sul. Naquele ano, Camilo era o Comandante-Geral da PM e foi procurado por duas amigas da Rua Itacema. Elas estavam preocupadas com a 'onda' de furtos no bairro e resolveram promover alguma iniciativa para brecar os crimes. "Começou com a invasão de um apartamento em um dos edifícios da rua. Depois, elas queriam ajudar a polícia de alguma forma e isso foi dando muito certo, pois criaram um trabalho exemplar e usado como modelo em diversas regiões paulistanas", explica Camilo.

 

Tempos depois, as moradores e o então Capitão Marcos Daniel Fernandes, 2ª Cia do 23º Batalhão da Polícia Militar, hoje Major, consolidaram o projeto, que se firmou. Moradores são divididos por quarteirões e fixam placas com o nome do Programa e um símbolo diferenciado, criado em parceria com a PM. Além das placas, residências também têm adotado o uso de faixas com alertas de que estão de olho nos delinquentes. Normalmente, diante de qualquer pessoa suspeita na rua, munícipes se falam por aplicativos de celular e conseguem avisar a polícia a tempo de algo pior ocorrer.

 

"Na Rua Itacema, a redução de crimes chegou a 100%. Em outras localidades, houve redução de 80%, pois existem delitos praticados fora dos 'olhos' do Programa", conta Camilo. No ano passado, o parlamentar da bancada da segurança apresentou, na Assembleia Legislativa, um Projeto de Lei para ampliar o Vizinhança em São Paulo. "Existem algumas regiões com resistência ao Programa, querem saber se a medida é mesmo oficial, entre outras questões. Por isso, apresentei o Projeto de Lei, para ser algo mais oficial", conclui.

 

De acordo com o Deputado, o Programa Vizinhança Solidária ajuda em outro ponto preocupante: a desordem urbana. "Cada quarteirão integrado no Programa pode flagrar pessoas jogando lixo em local inadequado ou pichando muros", adiverte. Os dois universitários e futuros jornalistas que vieram ao gabinete do Coronel Camilo são alunos do professor e jornalista Ulisses Rocha. Ao término da gravação, Camilo agradeceu aos alunos pelo interesse e fez questão de falar o quanto admira o trabalho da comunicação. A Coronel Maria Carvalho, Coordenadora de Comunicação do Deputado também acompanhou o bate-papo. 

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18/12/2018

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