Conheça o seu vizinho

Vamos aproveitar o início de um novo ano para ajustar os nossos hábitos em busca da realização pessoal. Viver a vida de forma leve, em grande medida, passa pelo aumento do interesse por tudo que nos influencia diretamente.

 

A correria do dia-a-dia pode nos tornar indiferentes ao outro, o que muda de forma significativa a nossa qualidade de vida. Você já pensou quantas pessoas não conhecem o próprio vizinho? Você se encaixa neste grupo?

 

Ser solidário e estar próximo ao outro ser humano são atitudes tão importantes quanto cuidar da própria saúde. Conversar com o nosso vizinho e dar mais atenção às questões do bairro onde vivemos são ações que podem aumentar o nosso sentimento de pertencimento e bem-estar.

 

Muitos problemas de segurança ocorrem porque as pessoas se desconectam dos valores de urbanidade, solidariedade, cordialidade e integração. O isolamento contribui para que nos tornemos indivíduos mais intolerantes e egocêntricos, o que favorece a prática dos atos de violência.

 

Diversos estudos relacionados à criminalidade apontam para a existência de um forte vínculo entre as infrações e agressões, sejam físicas ou verbais, com a falta do sentimento de pertencimento do agressor ao seu entorno.  Não é raro que casos de terrorismo estejam associados ao sentimento de desintegração comunitária, seja por cultura, religião ou poder econômico.

 

Para tornar a convivência com o vizinho mais do que uma opção individual, mas também uma política pública, apresentei o projeto de lei que cria o programa da Vizinhança Solidária no Estado de São Paulo. A proposta já foi aprovada na Assembleia Legislativa e aguarda a sanção do Governador.

 

A ideia é criar diversas ações estatais que colaborem para a integração do indivíduo com a sua comunidade local. Ninguém melhor do que o próprio morador para auxiliar a Polícia com informações e dados sobre o seu bairro. Basta ampliar a capacidade de observação do que ocorre na localidade para dar o primeiro passo no fortalecimento do laço de cidadania que une os moradores do bairro.

 

Precisamos ser proativos. Não podemos mais continuar apenas reclamando dos problemas sociais e abrir mão de fazer a nossa parte. O cidadão precisa participar mais da política e da vida comunitária. Uma das primeiras medidas é a participação ativa nas reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança do bairro e o aumento do interesse pela vida pública.

 

Neste ano, teremos eleições. Chegou a hora de fortalecermos a nossa participação como cidadãos na esfera política estadual e nacional. A solução é mais simples do que imaginamos. Basta querer saber o que acontece e questionar. Devemos denunciar o que está errado e lembrar que sempre é possível fazer mais e melhor. A nossa vida só muda quando a gente também muda.

 

* Publicado no Jornal de Bairros Associados em 11 de janeiro de 2018.

 

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