Domingo Sem Lei no Parque Ibirapuera

 

No domingo 17 de janeiro de 2016, o nosso querido Parque Ibirapuera, na zona Sul de São Paulo, foi palco da absoluta desordem. O saldo do dia foram dois estupros, lixão a céu aberto, roubo, depredação de viatura e consumo de bebida alcoólica por menores. Tudo ocorreu após o “rolezinho” de 12 mil pessoas. A Avenida Paulista, outro cartão postal de São Paulo, também tem se tornado um cenário de sujeira, desordem e comércio ilegal. Onde São Paulo vai parar?

 

Nestes momentos, muitos perguntam onde está a Polícia Militar. A segurança do Parque Ibirapuera é de responsabilidade conjunta de uma empresa de segurança privada, contratada pela Prefeitura Municipal no valor anual de mais de R$ 9 milhões, e da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que tem feito um excelente trabalho, mas que, assim como a Polícia Militar, encontra limites na sua atuação.

 

Não é raro vermos nas redes sociais e por parte da imprensa a demonização do trabalho preventivo e ostensivo da polícia. Quando evita o pior através da prevenção, é acusada de selecionar vítimas negras, jovens e da periferia. Quando atua ostensivamente, é criticada por usar da violência contra jovens, tidos como vítimas, mas que nem sempre respeitam a autoridade policial e agridem homens da segurança pública com qualquer objeto que encontram pela frente. E até mesmo com armas.

 

Os falsos especialistas em direitos humanos costumeiramente afirmam que o diálogo resolve tudo. No entanto, poucos são os que estão presentes nas situações para ver como muitos destes jovens não estão abertos ao diálogo. Querem depredar, vandalizar e desrespeitar a ordem pública.

 

Em um post recente em uma rede social, uma jovem ridicularizou uma emissora de televisão que a retratou como vítima de maus tratos pela polícia durante a última manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus. Ela confessava ter colado esparadrapo na barriga para enganar a imprensa e ser fotografada. A farsa foi revelada pela própria jovem aos amigos.

 

Enquanto os profissionais que zelam pela ordem pública forem vilanizados sem qualquer critério ou justificativa, infelizmente, seremos obrigados a assistir a depredação dos espaços de convivência urbana e o desrespeito às regras. Muitos vão às manifestações com o espírito puro e democrático de protestar. Outros vão para criar conflito e agredir. Mas o que a opinião pública deve refletir é que a polarização que alguns tentam fazer entre sociedade civil e forças de segurança apenas leva a cidade à desordem.

O policial existe justamente para garantir a preservação do patrimônio público e a segurança da coletividade.

 

Lançamos no ano passado duas Frentes Parlamentares na Assembleia Legislativa. Uma sobre Segurança Pública e outra sobre Família, Educação e Cidadania. Os últimos acontecimentos mostram a necessidade de atuação conjunta destas duas iniciativas do Parlamento, que reúnem deputados, agentes de segurança, líderes comunitários e acadêmicos. Os pais precisam saber por onde andam seus filhos e o que fazem quando participam de rolezinhos e manifestações. A família também é responsável por aquilo que o jovem faz na rua.

 

A noção de respeito às normas e leis deve começar em casa. Não é de competência das polícias formar o cidadão, mas garantir a preservação da ordem pública. Para que se evitem maiores conflitos entre as forças de segurança e os jovens, os pais precisam ter maior vigilância. E a população precisa saber priorizar a ordem urbana.

 

Vale sempre lembrar: segurança pública é responsabilidade de todos nós!

 

*Artigo publicado no Jornal Estação SP em 19/01/2016.

 

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