Coronel Camilo fala na USP sobre o uso da maconha entre os jovens

 

O Deputado Estadual Coronel Camilo participou de debate na Escola Politécnica da USP sobre o uso de maconha entre os jovens. O encontro, realizado a convite do Grêmio Universitário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, contou com a participação do médico Eduardo Jorge, que foi candidato à Presidência da República em 2014. O evento reuniu mais de 100 alunos da Universidade.

 

O debate colocou em pauta a legalização do uso da maconha, defendida por Eduardo Jorge e contestada pelo Coronel Camilo. “A maconha é sim a porta de entrada para outras drogas”, afirma o ex-Comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que esteve à frente do policiamento na região da Cracolândia entre os anos de 2007 e 2009. “Conheço aquela região há 33 anos, desde que comecei a atuar na polícia. Acompanhei pessoas que começaram o vício com a maconha e terminaram com outras drogas”, afirmou o deputado. Outra citação desmistificada pelo deputado foi a crença de que a maconha deixaria o usuário mais calmo e relaxado. “Não são poucos os casos em que as pessoas se tornam agressivas e partem para o cometimento de crimes após o consumo da maconha”, afirma. “O argumento de que se trata de uma droga inofensiva não é verdadeiro”.

Coronel Camilo também citou os inúmeros estudos que comprovam que a maconha reduz o Q.I do usuário, dificultando a aprendizado e a concentração.  “É uma droga que danifica o cérebro e pode desencadear a esquizofrenia”, diz o deputado ao apresentar dados conforme alguns especialistas.

 

Ao contrário do que muitos defendem, o uso da maconha e de outras drogas não é um problema de natureza individual. O impacto do uso é social, pois o usuário terá sua percepção alterada pela droga, podendo gerar acidentes e provocar danos a outras pessoas. Também é um problema de saúde pública, pois o alto número de dependentes representará um aumento de gastos aos cofres públicos. Com a legalização, o Estado será obrigado a ampliar a rede de atendimento aos dependentes químicos na já escassa estrutura de saúde pública brasileira. “Talvez se o Brasil tivesse sido mais rígido com o uso de álcool no passado, muitos acidentes e mortes poderiam ter sido evitados”, afirmou Coronel Camilo, que responsabiliza o álcool de ser a droga que gera maiores custos ao poder público justamente por ser legalizada.

 

Caso ocorra a legalização da maconha, o deputado também alerta para o risco de um intenso fluxo migratório para o Brasil de estrangeiros consumidores que irão gerar custos para o Estado, já que também serão incluídos na rede do sistema de saúde. Em resposta ao médico Eduardo Jorge, que citou países em que a legalização não implicou em aumento de consumo, Coronel Camilo ressalta ser um erro importar modelos internacionais para este tipo de debate porque cada país tem uma cultura própria e suas peculiaridades.  “No Brasil, se houver liberação, vão confundir permissão com incentivo. É como acontece com a bebida alcoólica. É só observarmos como fazem alguns pais, que estimulam os filhos a beberem dentro de casa, sem perceberem qualquer problema nesta prática".

 

Como exemplo de sucesso no combate ao uso de drogas, o Deputado citou o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), desenvolvido pela Polícia Militar para afastar crianças e jovens do uso de entorpecentes. Ao reconhecer que acabar com as drogas é uma utopia semelhante à ideia de acabar com o crime, Coronel Camilo propõe uma análise pragmática sobre a questão, enfatizando a necessidade de escolha dos melhores modelos de enfrentamento ao problema. “Sem dúvida, a saída é o controle, mas o que precisamos avaliar é se a legalização é o método que trará os melhores benefícios pra a sociedade”, afirma.

Após o evento, o Deputado ficou à disposição dos alunos para o esclarecimento de dúvidas.

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18/12/2018

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