O descaso com os dependentes químicos

 

A cidade de São Paulo tem, há décadas, um problema crônico, difícil de curar. O aglomerado de pessoas, em condições sub-humanas, perambulando como zumbis na região da Cracolândia precisa de uma solução.

 

As ações integradas, com utilização de agentes sociais e de saúde, apoiados pelas forças policiais,  constituem-se na melhor solução. É preciso manter vigilância e inteligência policial para prender traficantes. A medida de alugar pequenos hotéis apenas piora o que já estava ruim.

 

No confinamento, como vimos em reportagens, os dependentes químicos ficam livres para fazer uso do crack de forma espontânea, com a garantia de não serem incomodados pela polícia. Medidas como a oferta de emprego para os usuários precisa ser revista, para que o pagamento de um salário diário não seja mais uma forma de facilitar o consumo.

 

Por um lado, grande parte deles deixam de cometer pequenos furtos para sustentar o vício, porém, todos, sem exceção, precisam de tratamento. O emprego e a reinserção social dão a dignidade necessária para que os dependentes químicos sintam-se novamente cidadãos.

 

Ressalto que é absolutamente inaceitável que a Prefeitura mantenha em seus quadros de funcionários, diretos ou indiretos, pessoas coniventes com o consumo e o tráfico de drogas dentro de um abrigo pago por ela, com o nosso dinheiro.  

 

É louvável ampliar o Programa de Braços Abertos e leva-lo para outras regiões da cidade. Entretanto é preciso unir forças com o Estado e com o Governo Federal para que aquelas pessoas que precisam de tratamento sejam contempladas com ações reais, que às devolva para a vida. 

 

* Artigo publicado nos Jornais de Bairros Associados

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18/12/2018

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