Exemplo de vida

 

 

A vida nos apresenta diariamente situações e pessoas que nos fazem refletir sobre diversas circunstâncias. Recentemente, participei de um programa de TV, onde fui apresentado a um rapaz muito especial. Felipe Augusto Diogo tem 30 anos e uma vontade enorme de fazer acontecer.

 

Ele nasceu com deficiência total de visão e não desistiu: foi atrás dos seus objetivos. Cursou a faculdade de jornalismo, e, apaixonado por esportes, conseguiu uma cadeira como comentarista de jogos de futebol na Rádio Paraty, em São Bernardo do Campo.

 

E não parou aí. Felipe também tem um programa de rádio sobre inclusão social de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, onde esclarece dúvidas e apresenta informações para que as pessoas tenham mais qualidade de vida.

 

Ele ainda tem um trabalho na ONG Força no Pé, que luta para a inclusão e a ascensão dos deficientes por meio do esporte. Esta é uma lição de vida de um jovem que soube lidar com sua dificuldade e transformar sua própria vida e de outras pessoas, por meio do trabalho na ONG.

 

De acordo com o Censo Demográfico de 2010, mais de 506 mil pessoas se declararam cegas. Outras 6,5 milhões disseram ter dificuldades severas para enxergar, isso mostra que é preciso muito mais do que políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e de outras que apresentam outros tipos de deficiências.

 

Para lidar com a diversidade a Polícia Militar, por meio da Diretoria de Polícia Comunitária e de Direitos Humanos, desenvolveu uma Cartilha de Orientação para os policiais com foco no Atendimento à Pessoa com Deficiência. Ali estão as diretrizes aos policiais militares em relação às tratativas com essas pessoas, incluindo as orientações sobre o alfabeto e números em braile e libras.

 

Ainda na mesma linha de trabalho do Felipe, a Polícia Militar conta com a Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo (APMDFESP), que atende aos nossos policiais militares e suas famílias.

 

São oferecidos diversos serviços, como nutrição, psicologia, terapia ocupacional, auxílio na reinserção ao mercado de trabalho, equoterapia e muitos outros atendimentos que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos policiais que, por uma infelicidade, tenham perdido a capacidade plena de seus movimentos.

 

O objetivo da Associação é trabalhar pela recuperação da autoestima, abalada pela deficiência. O importante é sempre unir forças para ajudar. Por este motivo, digo que, juntos, sempre é possível fazer mais e melhor.

 

*Artigo publicado no Jornal de Bairros Associados

 

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18/12/2018

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